Tenho
um amigo (cuja amizade nunca pûs em causa e nem é disso que se
trata) de há quase duas décadas, cuja relação deverá estar a
chegar ao seu final... De há dois anos a esta parte que as nossas
conversas tornaram-se monótonas, desinteressantes... aborrecidas,
para dizer a verdade. Penso que ele também já deverá ter chegado à mesma triste conclusão. Os temas têm sido sempre os mesmos, e, ultimamente, para
piorar a situação, há os tais silêncios ao telefone e até mesmo quando estamos juntos, que são desconfortáveis.
Da
última vez que nos
encontrámos até
correu melhor do que aquilo que eu tinha antevisto,
porque tentei
manter sempre a conversa, sem quebras, mas recorrendo aos velhos e
saturados assuntos...
Como chegámos
a este ponto não sei... Ou quiçá, até sei... Uma relação seja
ela amorosa, familiar ou entre
amigos, tem que
ser alimentada
e cuidada de parte
a parte e penso que na nossa deixou de existir o que acabei de
dizer.
Ontem,
ligou-me e depois de fazermos as perguntas mais que gastas, e uns silêncios depois, acabou a conversa
a dizer-me: “temos que combinar um jantar” e sem vontade,
respondi que sim. Confesso que desta vez não vou aceitar o convite para
jantar porque já estou a ter um “Déjà
vu”(mas sem Denzel Washington), mais uma vez...
Como
se costuma dizer, tudo na vida tem um princípio, meio e fim, e esta
amizade chegou ao fim.